É domingo, o dia que menos gosto da semana..
Ontem acordei cheia de amor pelo mundo, pelo restinho de Sol que ainda aquece estes dias de Outubro. Cheia de gratidão por estar tudo bem, por não haver nada que me preocupe, que me tire o sono. Sinto a necessidade de celebrar momentos assim, desta paz intangível que é tão rara. Sem stress, sem pressões, sem medos.
Hoje é domingo e vou trabalhar. Já parece rotina, já parece normal. Como é que cheguei aqui?
À minha volta, tem-me parecido, tudo se anda a equilibrar. As pessoas têm encontrado o seu rumo, aquele que têm construído e pelo qual têm lutado. É normal que assim o seja, mas senti-lo permite-me uma reflexão pessoal: eu não andei a construir grande coisa nos últimos anos. Logo também não tenho recolhido nada, em termos pessoais, nem o poderia.. Não tenho a cabeça assente e não tenho garantias para dar a ninguém. Acho que sempre fui assim. Nunca me revi nos desejos e aspirações ditos normais, nem vivi pelos mesmos padrões e ritmos. Gosto das minhas coisas, gosto de ser feliz exactamente como sou.
Esta sou eu. Não sou quem querem que eu seja, nem fui feita para preencher simplesmente um lugar já definido e organizado na vida...de alguém.