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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

TWILIGHT

Finalmente! Depois de meses à espera, ontem fui à estreia do filme do primeiro livro da saga Twilight (Crepúsculo), da Stephenie Meyers. O melhor livro (ou 4 livros) do meu último Verão passou, com sucesso, para a sétima arte. É a história de um amor eterno, mas fora de vulgar. Os livros são de leitura simples mas cheios de emoção. Recomendo a todos que gostem de sonhar ou que simplesmente precisem de um pouco de magia nas suas vidas... Os primeiros 3 livros da saga já estão publicados em português, mas para ler o 4º e último, ou pedem a esta vossa amiga (hehe..) ou vão ter de encomendar o original em inglês na FNAC, tal como eu, porque a tradução só está prevista para 2009... Os livros são: Crepúsculo ("Twilight"), Lua Nova ("New Moon"), Eclipse e "Breaking Dawn".



sábado, 17 de maio de 2008

A sombra do vento


Um clássico é um clássico. E quando se lê um livro contemporâneo, nunca se tem a expectativa de que o mesmo transmita uma particular comoção ou que o autor partilhe a identidade do leitor, apenas se tem fé de que a história seja interessante…

Mas para um amante de livros e da reflexão, nada dá maior prazer do que encontrar a sua alma espelhada no papel, de sentir que outros sabem exactamente como nos sentimos, apesar de nunca o termos expressado a alguém daquela forma exacta...

Pois posso dizer que senti algo diferente com o último livro que li. A SOMBRA DO VENTO, do espanhol Carlos Ruis Zafón, é uma obra-prima. Um clássico na verdadeira acepção da palavra. Li-me nas suas páginas e senti-me acompanhada nas minhas divagações e fraquezas humanas, na minha fragilidade e, por vezes, solidão.
Poderia escrever aqui a história detalhada do livro, descrever tudo aquilo me me tocou especialmente, mas em vez disso fico-me pela sugestão desta leitura, única e fundamental, para todos aqueles que sabem que a vida é mais do que tantos pensam, para todos que olham à sua volta com olhos de ver e que reflectem….

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Sugestão de leitura: Quase Memórias

Neste livro em dois volumes (edição Casa das Letras/Editorial Notícias), Almeida Santos conta-nos a sua vida, a sua visão do final da colonização e a sua participação no processo de descolonização e nos episódios mais marcantes da revolução de Abril. É a interessante biografia de um homem que é, ainda, um actor político activo e que tem a capacidade de reviver momentos e opções com uma maturidade crítica pouco frequente..

Acabei agora de ler o 1º volume, o 2º está certamente para breve..

terça-feira, 19 de junho de 2007

"Morte em Veneza", Thomas Mann

Vou começar hoje a ler. Fui recentemente a Veneza e percebi a grande lacuna literária que representava não conhecer esta obra.
Trata-se da história de um homem, um escritor de sucesso já envelhecido, que viaja até à ilha do Lido, perto de Veneza, procura o amor platónico e encontra a luxúria e morte. Estou curiosa.

(imagem do filme de Visconti)

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Virginia Woolf


Virginia Woolf nasceu a 25 de Janeiro de 1882 em Londres e morreu a 28 de Março de 1941, com 59 anos. Suicidou-se, afogando-se voluntariamente, vítima da depressão que a acompanhou grande parte da sua vida.

Esta mulher foi uma das principais (e para mim, uma das melhores) figuras literárias modernistas do Séc XX, tendo escrito maravilhosas obras como “Orlando”, “As ondas”, “O quarto de Jacob”, “Mrs. Dalloway”, “Os anos” ou “A casa assombrada”.

De sexualidade confusa ou, pelo menos, não assumida, Virginia Woolf imprime nas obras que já tive o prazer de ler, o efeito esmagador de quem carrega nas costas um turbilhão de pensamentos, de tristezas, de frustrações, e que por isso sente não consegue controlar a sua vida. Acredito, contudo, que se não padecesse de tanto conflito interior nunca se teria conseguido expressar com a extraordinária precisão de quem vive e experimenta o que efectivamente escreve.

Virginia Woolf será talvez a escritora mulher que mais aprecio e portanto recomendo. Li “Orlando” quando estava no liceu e li “As ondas” enquanto passeava de comboio pelo Sul de Inglaterra, em 2005 (nos últimos anos li as restantes obras que citei, além de muitos poemas e ensaios) e ainda hoje recordo alguns excertos e as emoções que os livros dela me fizeram sentir.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Feira do Livro

A Feira do Livro assume um significado especial para mim todos os anos. Lápis e papel na mão (para registar as minhas escolhas antes de comprar), muita expectativa e coração aberto, assim me vêem subir todos os anos o recinto da feira, no Parque Eduardo Sétimo. Entre os clássicos e as novas colecções, às vezes sinto que me perco com tanta oferta e eu que quero comprar tudo. E já não há tanto tempo para ler como antigamente. Mesmo quando há tempo, por vezes há cansaço, nem que seja da vista, saturada que fica dos dias passados em frente ao computador..

As capas dos livros, tão habilmente decoradas por algumas editoras, são também um certeiro ardil que me leva por vezes a comprar mais do que quero (em termos monetários, claro).

E depois os temas! Interessa-me ler sobre tanta coisa..os clássicos, os grandes mestres de literatura, obras de ficção, romances históricos (especialmente de História Antiga), escrita reflexiva (e por vezes, é verdade, um pouco deprimida e deprimente) como a da Virginia Wolf.. estes temas apanham-me sempre a jeito, é difícil virar a cara e fingir que nada têm a ver comigo.

E também mantenho muitos dos gostos de miuda, desde as BDs até às histórias de aventura mais fantásticas. Ainda releio aqueles que foram os meus livros de eleição de antigamente.. nada melhor para distrair a cabeça e levantar voo da rotina (ou problemas) habituais.

Bem, para resumir, estou agora a ler 3 livros.. cada um adapta-se aos pequenos compassos de tempo que vou tendo para ler.. "Poemas" de Mário de Sá Carneiro, "O quarto de Jacob" de Virginia Wolf e "Quase Memórias" Volume 1, de Almeida Santos.. Já fui à Feira este ano, já me perdi um pouco por lá, mas acho que ainda lá vou mais umas vezes..